Atlético Mineiro

Em 25 de março de 1908, um grupo de 22 estudantes trocou as aulas daquela quarta-feira por uma reunião no coreto do Parque Municipal, em Belo Horizonte. Tal encontro resultou na fundação do Athlético Mineiro Football Club, que em 1913 sofreria uma mudança de grafia e passaria a se chamar Clube Atlético Mineiro.

A sede inicial do clube foi no porão da casa de um dos fundadores, Margival Leal, e o primeiro campo num terreno pequeno, irregular, que não havia marcas laterais e as metas se constituíam de dois paus colocados verticalmente, com uma corda na horizontal para demarcar a altura. Em 1911, o clube conseguiu do então prefeito Olinto Meirelles a cessão do campo que havia sido utilizado pelo primeiro clube de football da cidade, o Sport Club, onde hoje se localiza o Minascentro.

O primeiro jogo oficial do clube foi realizado no dia 21 de março de 1909 contra o Sport Club Futebol, o time mais antigo da cidade. O placar foi um surpreendente 3 a 0 para o Atlético. Inconformado, o Sport pediu a revanche e novamente perdeu: 2 a 0. Já revoltados, os diretores do Sport pediram mais um jogo. Para não deixar dúvidas, o Atlético não perdoou e aplicou 4 a 0 no time adversário. Com isso, o Sport foi extinto e seus torcedores aderiram ao novo clube.

Em 1915, a Liga Mineira de Esportes Terrestres (que no futuro viraria a Federação Mineira de Futebol) organizou o primeiro torneio dentro do Estado, a Taça Bueno Brandão (que acabaria sendo a primeira edição do Campeonato Mineiro).

Só que a estréia triunfal veio logo após o primeiro jejum da história: durante os dez anos seguintes, o time do técnico Chico Neto assistiu à supremacia do América. Foi em 1926 que a história começou a mudar de curso, pouco antes de outro marco histórico: a construção do estádio Presidente Antônio Carlos, no bairro Lourdes. Na época Belo Horizonte tinha 40 mil habitantes e a construção para 5 mil espectadores foi apelidada “gigante”. A parada foi tão grande que em sua inauguração, teve presença até do presidente da FIFA, Jules Rimet.

Torcidas organizadas também merecem destaque, uma vez que elas sempre acompanham o time onde quer que ele jogue. A primeira sugestão de uma organização na torcida atleticana se deu em função da mãe de Mário Neves, um dos fundadores do time. Dona Alice Neves costurava bandeirinhas para que as moças da época pudessem torcer para o Atlético, e foi com essas vozes femininas que o hino do Atlético foi cantado pela primeira vez no estádio. No entanto, a torcida mais antiga do Galo, que até hoje marca presença nos jogos é a Dragões da FAO (Força Atleticana de Ocupação). Além dessa torcida, o galo conta com mais trinta e duas.

Títulos

CAMPEONATOS NACIONAIS

1937 – Campeão dos Campeões (FBF)

1971 – Campeão Brasileiro

1978 – Campeão dos Campeões do Brasil

2006 – Campeão Brasileiro da Série B

CAMPEONATOS INTERNACIONAIS

1950 – Campeão do Gelo (Alemanha, Austria, Luxemburgo, Bélgica, França)

1972 – Campeão do Torneio de Leon (México)

1976 – Campeão do Torneio Conde de Fenosa (Espanha)

1977 – Campeão do Torneio de Vigo (Espanha)

1980 – Campeão do Torneio Costa do Sol (Espanha)

1982 – Campeão do Torneio de Paris (França)

1982 – Campeão do Torneio de Bilbao (Espanha)

1983 – Campeão do Torneio de Berna (Suíça)

1984 – Campeão do Torneio de Amsterdã (Holanda)

1990 – Campeão do Torneio de Cadiz (Espanha)

1990 – Campeão da Taça Ramon de Carranza (Espanha)

1992 – Campeão de Conmebol (Copa América Inter-Clubes)

1997 – Campeão da Copa Centenário (Belo Horizonte)

1997 – Bi-Campeão da Conmebol (Copa América Inter-Clubes)

1999 – Campeão da Taça Millenium (Estados Unidos)

1999 – Campeão da Three Continent`s Cup (Taça dos Três Continentes – Vietnã)

2013 – Campeão da Libertadores da América

CAMPEONATOS ESTADUAIS

Campeão Mineiro (42 vezes)

1915, 1926, 1927, 1931, 1932, 1936, 1938, 1939, 1941, 1942, 1946, 1947, 1949, 1950, 1952, 1953, 1954, 1955, 1956, 1958, 1962, 1963, 1970, 1976, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1985, 1986, 1988, 1989, 1991, 1995, 1999, 2000, 2007, 2010, 2012, 2013

Taça Minas Gerais (5 vezes)

1970, 1975, 1976, 1979, 1986

Torneio Início (8 vezes)

1928, 1931, 1932, 1939, 1947, 1949, 1950, 1957

OUTROS TORNEIOS

1914 – Campeão da Taça Bueno Brandão

1918 – Campeão da Taça Souza Cruz

1919 – Campeão da Taça Bello Horizonte (Brasil/Portugal)

1921 – Torneio Imprensa

1922 – Taça Concórdia

1925 – Taça XII de Outubro

1927 – Taça Triângulo de Minas Gerais

1929 – Taça Internacional de Belo Horizonte

1955 – Torneio Quadrangular de Belo Horizonte

1956 – Torneio Quadrangular de Franca

1970 – Taça Inconfidência

1970 – Campeão do Torneio Cidade de Goiânia

1970 – Campeão do Torneio Cidade de São José dos Campos

1971 – Campeão da Taça Belo Horizonte

1972 – Bi-Campeão da Taça Belo Horizonte

1974 – Torneio dos Grandes de Minas Gerais

Principais Ídolos

Leonardo Silva

Ídolo recente, Leonardo Silva tem seu nome marcado e ergueu algumas das taças mais importantes da história do Atlético-MG. Maior zagueiro-artilheiro do clube em todos os tempos, o capitão foi vital na defesa e com gols fundamentais nos títulos inéditos da Libertadores, Copa do Brasil e Recopa Sul-americana.

Taffarel

É outro que jogou nos tempos de vacas magras, mas é um dos grandes goleiros da história do Atlético-MG. Quando contratado, foi a compra mais cara da história do futebol brasileiro para um jogador de sua posição. O herói do tetra parou Belo Horizonte em sua chegada e foi idolatrado pela Massa. Entre alguns milagres e exibições memoráveis, conquistou dois Campeonatos Mineiros, a Copa Conmebol e a Copa Centenário de BH, quando o Galo encarou o Milan de George Weah e venceu o Cruzeiro.

Telê Santana

Um dos maiores treinadores da história do futebol brasileiro, Telê Santana também foi marcante no Atlético-MG. Com um time do qual ninguém esperava muita coisa, levou o Galo a um dos maiores títulos de sua história: o Campeonato Brasileiro de 1971.

Paulo Isidoro

Um dos grandes nomes do Atlético-MG nas décadas de 1970 e 1980, Paulo Isidoro fez parte de um dos melhores times não só da história do Galo, mas do futebol brasileiro. Aquela geração, infelizmente, foi injustiçada. O enorme talento e as atuações marcantes foram recompensadas com a hegemonia estadual, mas sem grandes conquistas nacionais e internacionais, apesar do time sempre chegar perto e ter sido até prejudicado pela arbitragem algumas vezes.

Victor

Autor da defesa mais mágica da história do Atlético-MG, Victor virou Santo e é imortal. A defesa no pênalti de Riascos é vista como algo maior, que além de classificar o Galo e manter vivo o sonho da Libertadores em 2013, libertou anos de sofrimento e azar e virou a sorte alvinegra. São Victor fez incontáveis milagres e conquistou alguns dos títulos mais importantes da história do Atlético-MG.

Ronaldinho Gaúcho

Ele podia não estar no auge do Barcelona e dos melhores momentos com a Seleção Brasileira, mas Ronaldinho foi espetacular no Atlético-MG. Além de conquistar títulos inéditos e fazer mágicas em campo, o craque devolveu o sorriso e a alegria à Massa Alvinegra, além de ter uma identificação especial com o Galo.

Reinaldo

O camisa 9 era um gênio extraordinário. Qualidade técnica, habilidade, posicionamento, inteligência, movimentação, explosão, uso das duas pernas, exímio finalizador… O Rei tinha tudo isso e muito mais. Era um jogador mais do que fenomenal. Uma pena que as lesões o prejudicaram tanto e ele não conquistou um título gigante com o Galo. Ainda assim, é um dos maiores de todos os tempos e o grande ídolo da história alvinegra. Merecia ter ganho mais taças com o Galo, apesar do domínio estadual e foi mágico.

 

 

 

 

 

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