Timemania: comissão da Câmara dos Deputados mantém regra da seleção dos clubes

Timemania: comissão da Câmara dos Deputados mantém regra da seleção dos clubes

Novas regras da loteria, que seguem em tramitação na Câmara dos Deputados, irão beneficiar mais times pequenos do futebol brasileiro

O Decreto 10.941/22, que promete mudar a forma como os clubes de futebol brasileiro ganham dinheiro com a Timemania, está tramitando na Câmara dos Deputados. Nesta semana, a Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados descartou projeto de lei (PL) que pretendia anulá-lo.

No Projeto de Decreto Legislativo 54/22, o deputado Emanuel Pinheiro Neto (MDB-MT) alegou que as novas regras prejudicariam times que conquistaram mais títulos em cinco estados do país. Seriam eles: Rio Branco (AC), Ypiranga (AP), Rio Negro (AM), Gama (DF), Rio Branco (ES), Mixto (MT), Operário (MS), River (PI), Ji Paraná (RO), Sergipe (SE) e Palmas (TO).

O deputado Delegado Pablo (União-AM), relator na comissão, no entanto, rejeitou a PL, argumentando que as novas regras irão, na verdade, favorecer os times citados.

As mudanças na Timemania

A Timemania é uma loteria organizada pelo Governo Federal, através da Caixa Econômica Federal. Criada em 2008, ela se tornou uma fonte de renda para muitos clubes brasileiros.

O Decreto 10.941/22 promete reformular a forma como os clubes de futebol brasileiros são remunerados pela Timemania. Após a aprovação da determinação, 11% dos recursos obtidos pela loteria serão divididos igualmente entre 80 clubes.

Esse montante engloba clubes das séries A, B, C e outras instituições qualificadas no ranking da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Antigamente, a lista de beneficiados era fixa e favorecia os times da série A.

Ainda segundo o decreto, outros 11% serão destinados aos clubes conforme a sua popularidade. No Timemania, é possível marcar a opção “Time do Coração” e dedicar uma parte da aposta para os cofres da instituição favorita. O número entregue aos clubes de coração dos jogadores também aumentou. Antes, a porcentagem era de apenas 2%.

O Decreto 10.941/22 ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação e Constituição e Justiça e de Cidadania. Ainda não há data para ele seja discutido em plenário.

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Rafael Monteiro

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