Sport Club Internacional

O Internacional Sport Club foi fundado em 4 de abril de 1909, idealizado e muito incentivado pelos três irmãos Poppe, que haviam se mudado de São Paulo para o Rio Grande do Sul. Os irmãos haviam tido contato com o futebol enquanto ainda estavam em São Paulo e, estimulados pelo esporte, optaram pela criação do clube que, além de propiciar a prática do futebol, ainda permitia o convívio social entre os participantes.

A escolha das cores que representariam o clube ocorreu de modo, no mínimo, curioso: foi definida em função de um resultado do carnaval gaúcho. A opção de cores para o clube estava indefinida entre o vermelho e o verde, coincidentemente, essas eram as cores-símbolo da disputa do carnaval de rua “venezianos x esmeraldinos”. A vitória do vermelho fez com que o Inter permanecesse colorado até hoje.

O símbolo do clube apresenta as letras SCI – iniciais de Sport Club Internacional – grafadas uma sobre a outra no centro de um escudo. Incialmente, o símbolo era vermelho em fundo branco e após a década de 50 passou a ser branco em fundo vermelho.

Títulos

Clube com uma história enorme no futebol brasileiros e recheada de conquistas, o internacional possui uma quantidade muito grande de títulos durante sua trajetória na categoria profissional e tudo começou a partir de 1912.

1912 – Taça 12 de Abril

1913 – Campeão Metropolitano de Porto Alegre (também foi campeão em 1914, 1915, 1916, 1917, 1920, 1922, 1927, 1934, 1936, 1940, 1941, 1942, 1943, 1944, 1945, 1947, 1948, 1950, 1951, 1952, 1953, 1955 e 1972)

1927 – Campeão Gaúcho

1934 – Campeão Gaúcho

1940 – Campeão Gaúcho

1941 – Bicampeão Gaúcho

1942 – Tricampeão Gaúcho

1943 – Tetracampeão Gaúcho

1944 – Pentacampeão Gaúcho

1945 – Hexacampeão Gaúcho

1947 – Campeão Gaúcho

1948 – Bicampeão Gaúcho

1950 – Campeão Gaúcho

1951 – Bicampeão Gaúcho

1952 – Tricampeão Gaúcho

1953 – Tetracampeão Gaúcho

1953 – Campeão do Torneio Quadrangular Régis Pacheco (Bahia)

1954 – Campeão do Torneio de Inauguração do Estádio Olímpico (Taça Relógios Eska)

1955 – Campeão Gaúcho

1956 – Campeão Panamericano representando a Seleção Brasileira

1961 – Campeão Gaúcho

1969 – Campeão Gaúcho

1970 – Bicampeão Gaúcho

1971 – Tricampeão Gaúcho

1972 – Tetracampeão Gaúcho

1973 – Pentacampeão Gaúcho

1974 – Hexacampeão Gaúcho

1975 – Copa Constantino

1975 – Heptacampeão Gaúcho

1975 – Campeão Brasileiro

1976 – Octacampeão Gaúcho

1976 – Bicampeão Brasileiro

1978 – Copa Governador do Estado

1978 – Campeão Gaúcho

1978 – Campeão do Torneio Viña del Mar

1979 – Tricampeão Brasileiro de forma invicta

1981 – Campeão Gaúcho

1982 – Bicampeão Gaúcho

1982 – Campeão da Copa Joan Gamper, em Barcelona/Espanha

1983 – Tricampeão Gaúcho

1983 – Campeão do Torneio Costa Del Sol, em Málaga-Espanha

1983 – Campeão do Torneio Costa Noroeste do Pacífico, no Canadá

1984 – Tetracampeão Gaúcho

1984 – Vice-Campeão Olímpico representando a Seleção Brasileira

1984 – Campeão da Copa Kirin, em Tóquio-Japão

1984 – Campeão do Torneio Heleno Nunes

1987 – Campeão do 1º Torneio Internacional de Glasgow-Escócia

1987 – Campeão da Taça Governador do Estado (Quadrangular de C. Grande)

1987 – Torneio da Cidade de Vigo/Espanha

1989 – Campeão do Torneio de Ceuta/Espanha

1991 – Copa Marlboro

1991 – Campeão Gaúcho

1991 – Campeão da Copa Governador do Estado

1992 – Copa Wako Denki (Japão)

1992 – Bicampeão Gaúcho

1992 – Campeão da Copa do Brasil

1994 – Copa Sumitomo Bank

1994 – Campeão do Torneio 25 Anos do Beira-Rio

1994 – Campeão Gaúcho

1996 – Campeão do Torneio Mercosul

1997 – Campeão Gaúcho

2001 – Bicampeão do Torneio Viña Del Mar-Chile

2002 – Super Campeão Gaúcho

2003 – Bicampeão Gaúcho

2004 – Tricampeão Gaúcho

2005 – Tetracampeão Gaúcho

2006 – Campeão da Libertadores da América

2006 – Campeão da Copa do Mundo de Clubes Fifa

2007 – Recopa Sul-Americana

2008 – Dubai Cup

2008 – Campeão Gaúcho

2008 – Campeão INVICTO da Copa Sul-Americana

2009 – Bicampeão gaúcho

2009 – Campeão da Copa Suruga Bank

2010 – Campeão do Torneio Fronteira da Paz

2010 – Bicampeão da Libertadores da América

2011 – Campeão do Gauchão

2011 – Bicampeão da Recopa Sul-Americana

2012 – Bicampeão Gaúcho

2013 – Tricampeão Gaúcho

2014 – Tetracampeão Gaúcho

2015 – Pentacampeão Gaúcho

2016 – Recopa Gaúcha

2016 – Hexacampeão Gaúcho

2017 – Bicampeão da Recopa Gaúcha

Principais Ídolos

Taffarel

Em 1983, quando tinha 17 anos, Taffarel era goleiro do pequeno Tupi de Crissiumal. Apareceu no Grêmio, fez testes e foi reprovado. No ano seguinte, também foi mandado embora do Internacional-RS. Só seria aprovado em sua terceira tentativa, de novo no Colorado, dois anos depois.

Frio, seguro, arrojado nos casos de necessidade, Taffarel sempre teve que trabalhar muito para mostrar o seu valor. Seis meses depois de passar pela peneira do clube, ele era campeão mundial de juniores pela Seleção Brasileira, em Moscou. O ano era 1985 e, naquele tempo, Taffarel ainda era chamado de Cláudio. O colorado tentava trazer o goleiro russo Rinat Dassajev, mas acabou desistindo. Então o jovem goleiro teve seu espaço e aproveitou.

Conquistou títulos em sua carreira como: Torneio Bicentenário da Austrália – 1988, Copa América – 1989 – Brasil, Recopa Européia – 1993 – Parma, Copa do Mundo – 1994 – Brasil, Campeonato Mineiro – 1995 – Atlético-MG, Copa Conmebol – 1997 – Atlético-MG, Copa América – 1997 – Brasil, Copa da Uefa – 2000 – Galatasaray, Copa da Itália – 2002 – Parma.

Dunga

Legítimo representante do viril futebol gaúcho, Dunga era da Fiorentina quando foi convocado para a Copa de 1990. O então técnico brasileiro, Sebastião Lazaroni, estava tão empolgado com o vigor daquele volante que decretou: o Brasil entrava na Era Dunga. Isso despertou temores de que o futebol brasileiro tinha chegado ao fim do glorioso ciclo criativo, em que meias e atacantes maravilhavam o mundo. Para os críticos de Lazaroni, aquela experiência não poderia acabar de outra maneira: o Brasil foi eliminado logo na segunda fase do Mundial mostrando um futebol de time pequeno. Dunga e a era que levava o seu nome foram o símbolo daquele fracasso. Hostilizado pela imprensa e pela torcida, sua história com a camisa amarela parecia ter terminado ali mesmo. Mas, quatro anos depois, veio a recuperação.

Dunga reaparecia entre os relacionados para a Copa de 1994. O comando nos Estados Unidos era para ser de Raí, que no entanto acabou perdendo o lugar no time. Quando a tarja de capitão foi parar no braço de Dunga, os puristas esbravejaram. Mas o volante respondeu em campo. Jogou bem, marcou melhor ainda – ninguém roubou tantas bolas quanto ele naquele Mundial – e, ainda por cima, deu passes precisos, como o que colocou Romário cara a cara com o goleiro Bell, de Camarões, para abrir o placar no segundo jogo da Seleção.

Não havia como negar: se Dunga inaugurou uma era, ela não era sinônimo de fracasso. No fim da Copa, quando ele ergueu a taça, repetindo o gesto de Bellini, Mauro e Carlos Alberto, Dunga não hesitou em soltar o grito quatro anos entalado na garganta. “Isso é pra vocês, seus traíras”, esbravejou o capitão, em meio a muitos palavrões, sem se importar com a presença, ao seu lado, do vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore.

Gamarra

Durante três temporadas no Beira-Rio, Gamarra conseguiu parte da idolatria que Figueroa teve nos anos 70. Em um momento difícil da história do clube, o paraguaio se transformou em liderança técnica e moral sobre o grupo, tendo vencido o Campeonato Gaúcho de 1997, impedindo o tricampeonato de um Grêmio muito superior. Deixou o clube em seguida, mas ficou marcado para sempre.

Fernandão

As duas taças mais reluzentes da sala de troféus do Inter foram levantadas por Fernandão, mas não é só. O capitão estreou fazendo gol em Gre-Nal com a camisa colorada e rapidamente construiu uma relação de muito afeto com os torcedores. Sua liderança e personalidade foram tônicas das quatro temporadas a serviço do clube com o qual, além do Mundial de Clubes e da Libertadores, venceu a Recopa Sul-Americana, a Copa Dubai e dois Campeonatos Gaúchos. Centroavante e meia, alia o faro de gol com uma técnica e visão de jogo impressionantes.

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